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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Embaixada da Guiné-Bissau no Brasil lamenta morte de universitário em MT


Estudante africano foi espancado e morto em um bar em Cuiabá. Família ainda não decidiu se o corpo será levado para Guiné-Bissau.
A Embaixadora da República da Guiné-Bissau no Brasil, Eugénia Saldanha Araújo, divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (23) na qual lamenta a morte do estudante do curso de economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Toni Bernardo da Silva, 27 anos. Ele morreu após ter sido espancado até a morte na noite de quinta-feira (22), em um bar no bairro Boa Esperança, em Cuiabá.

Os três suspeitos, um empresário e dois policiais militares, foram presos em flagrante. O caso está sendo investigado criminalmente pela Polícia Civil de Mato Grosso e administrativamente pela Polícia Militar. A Embaixada de Guiné-Bissau também comunicou que está acompanhando o caso. “A nossa missão diplomática informou ainda que está em curso diligências junto das autoridades brasileiras para o apuramento das causas da morte do referido estudante”, declarou.

Ainda conforme informações da Embaixada da Guiné-Bissau que funciona há quatro meses no Brasil, a família do estudante recebeu as informações nesta sexta sobre o homicídio. No entanto, os familiares que procuraram a Embaixada do Brasil em Guiné-Bissau ainda avaliam se será feito o translado do corpo do jovem da capital para o país de origem. O corpo da vítima, até o fechamento desta reportagem, continua no Instituto Médico Legal (IML) em Cuiabá.

A embaixadora Eugênia Saldanha foi informada da morte do estudante ao receber um e-mail enviado por amigos de Toni Bernado. Em Cuiabá, 13 estudantes guinenses estudam na UFMT por meio do Programa Estudante Convênio de Graduação (PEC-G). A assessoria da Embaixada disse que os jovens se mantêm nas cidades brasileiras com recursos próprios e recebem apoio simbólicos das instituições de ensino.

Toni iniciou o curso de economia em 2006 e deveria terminá-lo em 2011. No entanto, ele foi desligado do programa em fevereiro de 2011 por não estar cumprindo as exigências estabelecidas pelo convênio, entre elas, manter a frequência escolar.

O caso
O estudante africano Toni Bernardo da Silva, 27 anos, morreu após ser espancado em uma pizzaria, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Os suspeitos podem ser indiciados por homicídio, segundo informou a polícia. Já o corregedor da PM, Joelson Sampaio, disse que os policiais suspeitos de envolvimento no caso estão presos no 3º Batalhão na capital.

Segundo o boletim de ocorrência da polícia, a vítima chegou ao estabelecimento por volta das 23h de quinta-feira. No local, ele começou a pedir dinheiro aos frequentadores da pizzaria. Em uma das mesas, o universitário esbarrou em uma mulher. O namorado dela, um empresário de 27 anos, e os dois PMs que estavam à paisana no local, retiraram à força o universitário do estabelecimento e começaram a agredi-lo com socos e pontapés, até a morte. Uma testemunha ouvida pelo G1 disse que ele foi espancado por cerca de 10 minutos.

Fonte: G1

COMUNICADO


COMUNICADO

A Embaixada da República da Guiné-Bissau no Brasil apresenta os sentidos pêsames à família do estudante de Economia Toni Bernardo da Silva de 27 anos, morto na noite de ontem, quinta-feira (22) na pizzaria Rola Papo, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá..

A nossa Missão Diplomática informa que está em curso diligências junto das autoridades brasileiras para o apuramento das causas da morte do referido estudante, e aproveita para endereçar a todos os estudantes guineenses no Brasil, em gesto de solidariedade, a sua profunda condolência.

Feito em Brasília 23 de Setembro de 2011.

  
Eugénia Saldanha Araújo
Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da República da Guiné-Bissau no Brasil

Discurso da Embaixadora Eugénia Saldanha Araújo no Lançamento do Livro

Embaixadora Eugénia Saldanha Araújo proferindo o discurso


Brasília 22/09/11
Discurso da Senhora Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária  da República da Guiné-Bissau no Brasil
 - Suas Excelências autoridades Brasileiras aqui presente
-Excelências e caros colegas Embaixadores e Representantes dos Organismos Internacionais.
- Prezado Ministro Conselheiro da Embaixada de Portugal.
Ilustres Presentes,
Permitam-me em primeiro lugar saudar as autoridades brasileiras presentes neste acto, pela disponibilidade e pelo acolhimento do convite formulado.
Saudar igualmente o Instituto Camões e todos os presentes, manifestando o nosso profundo agradecimento por tomarem parte neste evento em que pela primeira vez, um escritor guineense, lança um livro em Brasília, iniciando assim o intercâmbio cultural entre o meu país Guiné-Bissau e a República Federativa do Brasil, num segmento quão importante como necessário para uma relação fraterna e solidaria entre Povos.
Cumpre-me em nome da Embaixada da Guiné-Bissau, saudar, elogiar e agradecer a todos que duma maneira ou outra contribuíram para que este evento se efectiva-se, e quero aqui referir: à Editora Thesaurus, o Instituto Camões, Pão de Açúcar e a nossa representação diplomática. 
Excelências,
Ilustres Convidados
Esta é a minha primeira apresentação, precisamente numa ocasião em que a Embaixada da Guiné-Bissau se encontra já instalada, equipada e em estruturação, para puder desenvolver a sua Missão no solo pátrio Brasileiro.
Aproveitando à feliz coincidência, apraz trazer para o vosso conhecimento que, no dia 24 de Setembro a República da Guiné-Bissau, comemora o trigésimo oitavo (38º) aniversário da Proclamação da sua Independência feita em 1973, nas colinas de Boé, localidade que fica no Leste do nosso país.                    
Estamos conscientes que temos pela frente muito trabalho pela sua dimensão, heterogeneidade e complexidade, mas com a vossa prestigiosa ajuda e, concurso de todos, havemos de trilhar esse caminho, superando todas ás dificuldades.
Brasil e Guiné-Bissau têm um amplo histórico de parcerias estratégicas, para o Desenvolvimento, que passa pelas áreas sociais, económicas, comerciais, industriais, culturais e tecnológicos.
República Federativa do Brasil é um país que desde a independência da Guiné-Bissau, tem dado um contributo notável, com o apoio na formação dos recursos humanos, e nos últimos anos essas contribuições têm passado pela Consolidação da jovem Democracia guineense.
Coordenou e ainda coordena a configuração específica da Comissão de Construção da Paz para a Guiné-Bissau junto das Nações Unidas, que é presidida pela senhora Embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, que permanece firme, na adoção de medidas essenciais para o Desenvolvimento Económico, Inclusão Social e a Reforma no Sector da Defesa e Segurança, para o equacionamento dos problemas estruturais e conjunturais que enfrentamos.
Garanto, por conseguinte, que o nosso compromisso está baseado no princípio de responsabilidade mútua e procura da consolidação de instituições democráticas, sem as quais a Paz e Estabilidade serão sempre frágeis e estarão ameaçadas na Guiné-Bissau.
Ilustres Convidados   
A Cultura é aqui celebrada, no mês das nossas independências, Brasil e Guiné-Bissau, não só, para a internacionalização da língua portuguesa, que é o nosso elo mais forte e “PATRIA COMUM”, mas também, para marcar o início duma relação que se pretende mais próxima entre os nossos países, falantes, da língua de Luis de Camões, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Jorge Amado, e porque não invocar também aqui, nossos irmãos africanos, como a Alda Espírito Santo, José Craveirinha, Vasco Cabral, Agostinho Neto e o nosso saudoso líder Amílcar Cabral, que antes de avançarem para a luta política, para as nossas Independências, foram poetas e poetas continuam a ser, porque como dizem os poetas: “O POETA NUNCA MORRE”!
Provavelmente este acto Cultural, trata-se da lógica consequência de que os laços culturais que nos unem, fincados pela criação da CPLP em Maranhão, sabiamente impulsionados, por um digníssimo diplomata brasileiro, Embaixador José Aparecido de Oliveira (que aproveito ocasião para prestar a minha singela homenagem) continuam fortes, e contamos que todos juntos, podemos contribuir de forma positiva, para o seu enriquecimento difusão e fortalecimento.
A República da Guiné-Bissau está iniciando uma nova etapa de relacionamento com o Brasil, isso graças ao empenho dos seus governantes e os apoios recebidos dos parceiros de Desenvolvimento nomeadamente à Comunidade dos Países da Língua Portuguesa- CPLP.
É salutar destacar, que, aqui e hoje estamos estabelecendo um novo paradigma de cooperação directa entre a Guiné-Bissau e o Brasil.           
Para terminar, e como “os últimos são os primeiros” permitam-me que felicite de forma calorosa o pianista Adriano Jordão diretor cessante do Instituto Camões de Brasília e o autor e poeta, meu conterrâneo, senhor deputado, Francisco Conduto de Pina, camarada de árduas batalhas para consolidação da Nação Guineense, pela magnífica obra poética que hoje apresenta ao público.
Os meus Parabéns!
Bem-haja a todos!
Muito obrigado pela vossa atenção!            

Magnífico Lançamento

Embaixadora Eugénia saldanha Araújo

Min. Cons. Embaixada de Portugal:  José Rui Velez Caroço
Escritor Francisco Conduto de Pina

Pianista Adriano Jordão
Professor Ildo Couto

Foi magnífico o Lançamento do Livro “Palavras Suspensas” do escritor guineense Francisco Conduto de Pina no instituto Camões de Brasília.
Num ambiente maravilhoso, houve mais de uma centena de convidados, numa iniciativa promovida pela Embaixada da Guiné-Bissau, Instituto Camões e a Thesaurus Editora.
Coube ao Professor Ildo Couto, a apresentação do livro, cujo aplausos  e aquisição coroaram de êxito!

O escritor e poeta Conduto de Pina se emocionou, no momento quando se lembrou da família que está longe na Guiné-Bissau, e quando prestou homenagem ao Aristides Pereira, combatente da Liberdade da Pátria Guiné e Cabo-Verde, que faleceu ontem.

Coube no fim a Embaixadora Eugénia Saldanha Araújo fechar a cerimónia  
A Embaixada aproveita a ocasião para agradecer a todas (os)  aqueles que aceitaram participar.
O nosso muito OBRIGADO!     

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Lançamento do Livro


Pequena nota biográfica do autor


Francisco Conduto de Pina nasceu em 17 de novembro de 1957, em Bubaque, uma das Ilhas dos Bijagós, Guiné-Bissau. Estudou artes visuais e belas artes em Lisboa. Nesta cidade, fez também um curso de designer, em 1981. Tem exercido muitos cargos no governo, mas os que mais se sobressaem são os de Director Geral do Turismo, de Secretário de Estado de Turismo, Ministro do Turismo e Ministro do Turismo e Ordenamneto do Território, atividade a que sempre esteve ligado. Ele tem organizado diversas excursões turísticas a sua ilha, Bubaque. É Deputado da Nação, desde 1994 a esta data, pelo partido libertador o PAIGC.

Em 1982 é membro fundador da UNAE, (União Nacional dos Artistas e Escritores), Bissau e seu Secretário. Conduto de Pina é pioneiro sob pelo menos dois aspectos. Ele foi o primeiro escritor bissau-guineense a ter uma publicação individual, Garandessa di no tchon (1978), cujo título em crioulo significa mais ou menos “as maravilhas de nossa terra”, com prefácio de Pedro João C. G. Cruz Pires. O opúsculo contém 22 poemas, sendo dois em crioulo, “Strela negra” e “Lun’Ngada” (luar). Como muitos outros poetas e escritores de seu país em geral, tem muitos originais na gaveta. Em 1997, publicou O silêncio das gaivotas (Bissau: Centro Cultural Português), com 54 poemas, sendo oito em crioulo, prefaciado por Tony Tcheka. A primeira coletânea de poemas em crioulo publicada na Guiné-Bissau, Kebur (1996), reproduz cinco poemas de O silêncio das gaivotas, embora às vezes com títulos ligeiramente alterados. O autor começou a poetar quando tinha apenas 13 anos de idade.

A maior parte da poesia de Conduto de Pina está em português. No entanto, a língua guineense (mais conhecida como crioulo) sempre se faz presente. Em Palavras Suspensas, a despeito de ser um volume de poemas em português, podemos repigar aqui e ali sinais do crioulo. É o caso de expressões como prublema ka ten (não tem problema), no poema “Minha terra ... minha pátria”, e de “N’na ianda” (eu estou caminhando), no poema “Eu acredito”, entre outros. Por fim, dos últimos quatro poemas três estão redigidos inteiramente em crioulo (“Nés nós pali”, ‘Nhara guiné” e “Djugudés”) e um num misto de crioulo e português (“N’ndjanti tras de ianda”). Na verdade, Conduto de Pina foi dos primeiros a poetar nessa língua.

Além dessas obras individuais, Francisco Conduto de Pina tem poemas nas antologias Antologia poética da Guiné-Bissau (Lisboa: Editorial Inquérito, 1991), O eco do pranto  (Lisboa: Inquérito, 1992) e  Kebur - barkafon di poesia na kriol (Bissau: INEP, 1996). Esta última contém apenas poemas em crioulo. Os de Conduto de Pina são “Parmaña paradu”, “Djubi ku mati”, “Bambaram di ñ korson”, “Ña pape” e “Kredu”. Publicou também poemas esparsos em algumas revistas e jornais nacionais e internacionais principalmente na revista cultural Tcholona e nos jornais Nô Pintcha, Expresso Bissau e Diário de Bissau. Conduto tem poemas traduzidos pra o russo no quadro de uma coletânea de poetas africanos.


Por: Hildo Honório do Couto
      Universidade de Brasília

sábado, 10 de setembro de 2011

A África tem sede de Brasil


Por: Celso Amorim 28 de maio de 2011

Escrevo este artigo no dia dedicado à celebração do continente africano. E faço isso com muita alegria, por constatar, pela leitura do discurso pronunciado pelo ministro Antonio Patriota na cerimônia com que o Itamaraty marcou a efeméride, que os conceitos e princípios que se desenvolveram durante o governo do presidente Lula continuam a presidir a política africana de Dilma Rousseff. Patriota deu, ele próprio, os dados que ilustram o vertiginoso crescimento das nossas relações com o continente africano durante os últimos oito anos.
A África sempre esteve no imaginário da política externa brasileira, embora nem sempre de forma coerente ou consequente. Durante a ditadura, o Brasil foi lento em dar apoio aos movimentos de libertação das antigas colônias portuguesas. Graças à visão de dois homens, Ovídio Melo e Italo Zappa, nos redimimos em parte desse pecado ao agirmos de forma pioneira e corajosa reconhecendo o governo do MPLA em Angola.
Na primeira viagem que fiz à Africa durante o governo Lula, visitei sete países, seguindo a orientação do presidente, mas instigado também por uma cobrança de minha mulher, que, ao me ouvir relatar iniciativas quanto à Venezuela, Mercosul etc., me interpelou: “E pela África vocês não estão fazendo nada?” Isso foi em abril de 2003, quando decidíamos nossas prioridades e refazíamos nossas agendas, dominadas então por temas impostos de fora, como a Alca.
Desde aquela primeira visita, observei a realidade que inspirou o título deste artigo: “A África tem sede de Brasil”.  De Moçambique a Namíbia, de Gana a São Tomé e Príncipe, cada um a seu modo e de acordo com suas características e dimensões, veem no Brasil um modelo a ser seguido. Lula revelou-se o mais africano dos presidentes. Pediu perdão pelos crimes da escravidão, visitou mais de duas dezenas de países e abriu caminho para ações de cooperação e negócios. Essa determinação em não deixar que a África escapasse do radar das nossas prioridades provocou muitas críticas da nossa mídia ocidentocêntrica (o leitor perdoará o barbarismo), que só arrefeceram quando o presidente chinês visitou sete ou oito países em mais ou menos 12 dias. Aí os nossos “especialistas” passaram a dizer que a nossa ação era insuficiente…
Celso Amorim
Uma agência de notícias publicou, a propósito, em fevereiro um excelente artigo comparativo entre as ações do Brasil e da China  na África. Em suma, o Brasil ganha na empatia e no jeitinho (no bom sentido), mas perde de longe nos recursos investidos. E para quem nunca se deu ao trabalho de olhar, além do interesse comercial (a África seria hoje, tomada como país individual, o nosso quarto parceiro comercial, à frente do Japão e da Alemanha), o continente africano é um vizinho muito próximo com o qual temos interesses estratégicos. A distância do Recife ou de Natal a Dacar é menor que a dessas cidades a Porto Velho ou Rio Branco. Nossa zona marítima exclusiva praticamente toca aquela de Cabo Verde. Isso sem falar no enorme benefício que uma maior relação com o Brasil traria para a África, contribuindo para afastar a sombra do colonialismo renascente, agora movido não só por capitais, mas por tanques e helicópteros de combate.
Tive recentemente o privilégio de passar quatro semanas na Kennedy School of Government, em Harvard. Como já comentei em outro artigo, pude observar aí a preocupação (quase obsessão) com temas relacionados com a segurança, até certo ponto compreensível em um país envolvido em duas guerras (ou três, se incluirmos a Líbia, como devemos fazer) e perplexo diante das mudanças que têm ocorrido fora do script inicialmente traçado para a implantação da democracia de fora para dentro e por força das armas.
Houve também oportunidades para conversas sobre temas mais amenos, mas igualmente importantes, com professores provenientes dos mais diversos recantos do planeta. Uma delas foi com o queniano Calestou Juma, que ocupou cargos internacionais na área ambiental e que publicou há pouco um livro sobre agricultura africana. Juma completou seus estudos de doutorado no Brasil, em Piracicaba, atraído pela noção de que o nosso país é um modelo a ser seguido. Não sou técnico em temas agrícolas, mas pude relatar a Juma algumas de nossas iniciativas nesse campo, como o escritório da Embrapa, em Gana, e a experiência pioneira de uma fazenda-modelo de algodão no Mali, que visa a beneficiar alguns dos países mais pobres do mundo. Foi de Juma (a leitura de cujo CV na Wikipédia recomendo aos interessados em aprimorar nossa cooperação com os vizinhos de além-mar) que ouvi a melhor formulação do que o Brasil significa para as esperanças de desenvolvimento da África: “Para cada problema africano existe uma solução brasileira”. Se a nossa agência de cooperação estivesse em busca de um slogan, não haveria melhor. Pagando direito autoral, é claro.
Fonte: Carta Capital